quarta-feira, 11 de junho de 2008
Esclarecimento acerca da formatação dos textos
Vão desculpando.
Compromisso com a verdade dos fatos!?
Ficamos na dúvida se o jornal se referia à crise política envolvendo a governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) e a corja do PSDB gaúcho ou se à própria falta de ética do jornalão.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Quem ganha, quem perde, quem manda e obedece
Com barulho dos agricultores governo admite negociar dívidas
Ministério da Agricultura vai renegociar dívidas de produtores rurais
Esta, de hoje, mostra quem ganha:
Agronegócio vende US$ 7,5 bilhões e bate recorde de exportações em maio
E esta, quem perde:
Bancada ruralista cresce 58% e barra combate ao trabalho escravo no campo
Quem tem, fica mais rico. Com mais dinheiro, elegem mais gente. Com isso, se apostarem e perderem, é só chiar que o Estado ajuda a fechar as contas e a garantir força de trabalho.
Por isso é que tenho orgulho de ser brasileiro!
Fonte: http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/
A Cultura do Ludíbrio

Livro de ex-porta-voz de George W. Bush causa furor nos EUA ao fazer duas revelações: quando ordenou a invasão do Iraque, Bush sabia que o país não tinha armas de destruição em massa, e os grandes meios de comunicação foram cúmplices ativos dessa campanha.
*Por Boaventura de Sousa Santos
O ex-secretário de imprensa do Presidente Bush, Scott McClellan, acaba de publicar um livro intitulado “O que Aconteceu: Dentro da Casa Branca de Bush e a Cultura do Ludíbrio em Washington”. O furor político e mediático que causou decorre de duas revelações: quando ordenou a invasão do Iraque, a Administração Bush sabia que o Iraque não tinha armas de destruição maciça (ADM) e montou uma poderosa “campanha de propaganda” para levar a opinião pública norte-americana e mundial a aceitar uma “guerra desnecessária”; os grandes meios de comunicação foram “cúmplices ativos” dessa campanha, não só porque não questionaram as fontes governamentais como porque incendiaram o fervor patriótico e censuraram as posições céticas contrárias à guerra.
Estas revelações e as reações que causaram têm implicações que as transcendem. Antes de tudo, é surpreendente todo este escândalo, pois as revelações não trazem nada de novo. As informações em que assentam eram conhecidas na altura da invasão a partir de fontes independentes. Nelas me baseei na altura para justificar em vários artigos a minha total oposição à guerra que, além de “desnecessária”, era injusta e ilegal. Isto significa que as vozes independentes foram estigmatizadas como sendo ideológicas e anti-patrióticas, tal como hoje criticar Israel equivale a ser considerado anti-semita. Em 2001, no Egito, e antes da máquina de propaganda ter começado a devorar a verdade, o próprio Secretário de Estado, Colin Powell, dissera que não havia nenhuma informação sólida de que o Iraque tivesse ADM.
Isto me conduz à segunda implicação destas revelações: o futuro do jornalismo. A máquina de propaganda do Departamento de Defesa assentou em três táticas: impor a presença de generais na reserva em todos os noticiários televisivos com o objectivo de demonstrar a existência das ADMs; ter todos os media sob observação e telefonar aos seus directores ou proprietários ao mínimo sinal de cepticismo ou oposição à guerra; convidar jornalistas de confiança de todo o mundo para serem convencidos da existência das ADMs e regressarem aos seus países possuídos da mesma convicção belicista. Vimos isso trágica e grotescamente em muitos países da Europa e da América Latina. A verdade é que em Washington e em todo o país circulavam nos media independentes informações que contradiziam o “brainwashing”, muitas delas provindas de generais e de antigos altos funcionários da Casa Branca. Porque não ocorreu a esses jornalistas “de confiança” fazer uma verificação cruzada das fontes como lhes exigia o código deontológico?
Para o bem do jornalismo, alguns deles procuraram resistir à pressão e sofreram as consequências. Jessica Yellin, hoje na CNN, e na altura no canal ABC, confessou publicamente que os diretores e donos do canal a pressionaram para escrever histórias a favor da guerra e censuraram todas as que eram mais críticas. Um produtor foi despedido por propor um programa com metade de posições a favor da guerra e metade de posições contra. Quem resistiu foi considerado anti-patriótico e amigo dos terroristas. Isto mesmo aconteceu nos nossos países. Quantos jornalistas não foram sujeitos à mesma intimidação? Quantos artigos de opinião contrários à guerra foram rejeitados? E os que escreveram propaganda e intimidaram subordinados alguma vez se retrataram, pediram desculpa, foram demitidos? É que eles colaboraram num crime: um milhão de iraquianos mortos, dezenas de milhares de soldados norte-americanos feridos e mortos e um país totalmente destruído. Tudo isto terá sido preço, não da democracia – ridículo conceber como democrático este estado colonial e mais fraturado que a Somália – mas sim do controle das reservas do petróleo do Golfo e da promoção dos interesses do petróleo, da indústria militar e de reconstrução em que os donos dos media têm fortes investimentos.
Para disfarçar o problema moral dos cúmplices da guerra e da destruição, alguns comentadores de direita têm-se socorrido da mais desconcertante e desesperada justificação da guerra: se não havia ADMs, havia pelo menos a convicção de que elas existiam. Ora o livro de McClellan acaba de lhe retirar este argumento. De qual se socorrerão agora? O trágico é que a “máquina” de propaganda continua montada e está agora dirigida ao Irã. O seu funcionamento será mais difícil e sê-lo-á tanto mais quanto melhores condições tiverem os jornalistas para cumprir o seu código deontológico.
*Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3902
sábado, 7 de junho de 2008
Pressão para aprovar PEC do trabalho escravo se intensifica
Reunidos no Salão Verde da Câmara dos Deputados, representantes de organizações sociais, membros de órgãos públicos, integrantes do governo e parlamentares lançaram oficialmente a Frente Nacional Contra o Trabalho Escravo e pela Aprovação da PEC 438, na última quarta-feira (4).
A proposta já foi aprovada em dois turnos no Senado e em primeiro turno no Plenário da Câmara Federal, em agosto de 2004. No mês passado, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) recolocou a matéria na pauta, mas a votação em segundo turno depende ainda de um acordo entre os líderes para que efetivamente seja submetida à votação.
"Demos o primeiro passo, fomentando o clima para a votação e mostrando que há mobilização pela aprovação da PEC. Agora, temos que fazer corpo a corpo com os parlamentares", indica o deputado Paulo Rocha (PT-PA), presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, que integra a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP).
Paulo Rocha, autor da primeira proposta (PEC 232/1995) com o mesmo conteúdo da PEC 438, conta que vem conversando com parlamentares refratários à proposta que fazem parte da bancada ruralista. Segundo ele, o grupo ligado a produtores rurais apresenta um argumento básico contra a chamada "PEC do Trabalho Escravo". Os ruralistas temem que a propriedade no campo seja colocada em risco, sob a justificativa de que a definição de trabalho escravo na lei em vigor não é muito clara.
A posição dos ruralistas não se justifica, na opinião de Jonas Ratier Moreno, titular da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) do Ministério Público do Trabalho (MPT). "Não é verdade que o conceito de trabalho escravo não seja claro. O crime está muito bem definido no Art. 149 do Código Penal", assegura. "O trabalho escravo não é inventado. As pessoas estão lá jogadas em condições desumanas, em barracos de lona, bebendo água suja, etc.", destaca. "Não basta dizer que eles não estão lá porque querem. Esse tipo de postura já não cabe mais nos dias de hoje".
Além de contestar a "inconsistência" do que seria a condição análoga à escravidão, o procurador Jonas faz um apelo à bancada ruralista. "A aprovação da PEC seria uma resposta à altura aos questionamentos internacionais à produção agropecuária brasileira. Há acusações de que produtos podem estar ´sujos´ pela utilização de mão-de-obra escrava. A adoção da emenda seria um sinal claro de que ninguém no Brasil compactua com esse tipo de crime praticado por uma parcela minoritária de fazendeiros".
"O produtor que cumpre a legislação não tem nada a temer", acrescenta Jonas, que atua na Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) da 24ª Região, no Mato Grosso do Sul. "Quem deve temer a aprovação da PEC são os bandidos, que continuam explorando pessoas de forma criminosa".
O coordenador do combate à escravidão dentro do MPT sublinha, porém, que a maioria dos deputados manifesta apoio à causa. "Por enquanto, essa disposição está no nível da promessa. Queremos que isso se reflita na votação no Plenário", pressiona. O deputado Paulo Rocha, por sua vez, afirma que a Frente está "sintonizada" com a pauta do Plenário e que a matéria só deve ser submetida à votação quando houver condições efetivas de aprovação. Os esforços, projeta, serão canalizados para culminar na agenda de votações da última semana deste mês.
Segunda abolição
Artistas do MHuD (Movimento Humanos Direitos) leram o manifesto à nação pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo no Salão Verde da Câmara. Logo em seguida, os manifestantes seguiram para a Sala 13, da Ala Alexandre Costa, no Senado Federal. Também marcaram presença no ato de lançamento da Frente outros deputados federais como Chico Alencar (PSol-RJ), Adão Pretto (PT-RS), Flávio Dino (PCdoB-MA) e Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ). O senador José Nery (PSol-PA), um dos principais articuladores da iniciativa, esteve acompanhado de colegas como Serys Shlessarenko (PT-MS) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A secretária de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Socorro Gomes, também compareceu, além de integrantes de diversos outros órgãos.
Também na quarta-feira a CNBB divulgou uma nota oficial sobre a importância da aprovação da PEC do Trabalho Escravo. "Se o desrespeito à função social da propriedade da terra já é, segundo a Constituição, motivo suficiente para sua possível desapropriação, o uso da propriedade como instrumento para escravizar o próximo é crime absolutamente intolerável contra a dignidade e contra a vida. Nada mais justo que os que praticam esse crime venham a perder sua propriedade, sem compensação, para que o Estado lhe dê destinação apropriada, especificamente, para a reforma agrária!", diz o texto assinado pelo presidente, pelo vice-presidente e pelo secretário-geral da entidade, respectivamente, Dom Geraldo Lyrio Rocha, Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa.
"São 120 anos da abolição da escravidão no Brasil, 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O tempo é propício para se decretar a segunda abolição da escravidão no campo brasileiro por meio da aprovação desta PEC", prossegue a nota da entidade. "Confiamos no espírito público do Congresso Nacional, no senso de justiça e de valorização da pessoa humana de nossos Parlamentares. A aprovação da PEC 438/2001 será uma excelente contribuição para que seja varrida de nosso horizonte uma vergonha que tanto desonra o Brasil".
Fonte: Repórter Brasil
Disponível em: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=38416
A culpa é de Fidel

Está em cartaz no cinema da Aliança Francesa* e no Cinemark** "A culpa é de Fidel" ,
(La faute à Fidel , traduzido pel@s paulistas como "dO Fidel"). Trata-se da estréia nos longa-metragem de Julie Gavras, filha do grande cineasta Costa Gavras.
O filme narra como importantes acontecimentos do início da década de 70 chegaram à pequena Ana, uma menina parisiense de 9 anos, de família tradicional ,estudante de colégio de freiras, que - com a chegada de sua tia ( recém-viúva devido as perseguições aos comunistas na ditadura de Franco) e com a militância de seus pais - vai aprendendo o que é solidariedade.
Bem humorado, inteligente e divertidíssimo: "A culpa é de Fidel" é pra aqueles que ainda vivem o sonho.
Legendado - Duração : 100 minutos
Drama - Censura : 14 anos
*16:30; 20:30: Aliança Francesa
** 15:10 : Cinemark - Sessão CineCult -R$ 2,00 (meia entrada)
Trailer: http://br.youtube.com/watch?v=RFq46Y5GVtM
Site oficial: http://www.lafauteafidel-lefilm.com/
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Ong diz que elite brasileira é ecologicamente inviável
Uma pesquisa feita pela ONG WWF-Brasil classifica as classes A e B do Brasil como “ecologicamente inviáveis”. O estudo, divulgado nesta quinta-feira (5), diz que se todos os segmentos de todas as sociedades assumissem o padrão de consumo da elite brasileira, seriam necessários três planetas Terra para suprir a demanda. Os dados incluem a declaração, entre 2002 pessoas entrevistadas ao longo do mês de maio, que 13% usa apenas carros para se locomover, e que a média de tempo gasto no banho é de 20 minutos, com um gasto de cerca de três litros de água por pessoa. “Se continuarmos com esse modelo, chegaremos ao colapso”, alertou Irineu Tamaio, coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.Disponível em: http://www.samuelcelestino.com.br/